Às vezes me ponho a pensar, para onde foi nosso amor?

Escondeu-se na cobrança do beijo da palavra não dita?

Não soariam bem naquele momento, não seriam benditas.

Dias tristes que suportei, depois do abandono, dava-me uma flor,

como um consolo ou arrependimento não sei...

 

Nas entrelinhas das conversas mal interpretadas

Nas mentiras que maquinavas como desculpa,

Até nos abraços sem graça, demonstrando culpa,

Ficou escondido o amor, lembrá-lo, não levaria a nada.

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Quem sabe, naquele riacho, longe, que eu lhe disse verdades.

Fui honesta, não estava magoada e não foi por vaidade.

Estava sim, cansada de amar e tanto ansiar em ser desejada,

E, nas entrelinhas só as lágrimas retidas e soluços na madrugada.

 

Consolei-me com o tempo, por tanto te querer. No final, desgosto!

Desentendido? Que pena, eu te quis tanto! Mas engoli o choro.

A paciência foi muita, acostumei com o silêncio, o malogro,

Para que tudo estivesse bem, assim só eu, ganharia uma ruga rosto.

 

Perdoo-o, por não ter sido capaz de relatar sobre sua vida.

Tudo foi pelos ares na hora que me calei.

Nas entrelinhas do tempo das discussões as deixei.

Ali perto do lago, onde meus olhos dos seus despediram,

Guardarei sua imagem, o adeus, sem mais ter o que falar,

Essa incógnita, por muito tempo vai permanecer,

Como uma saudade nas entrelinhas do meu viver.

 

Márcia A Mancebo

Nas entrelinhas
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