Olhares que se cruzam...
Linguagem mistério.
 
Ela embala um sonho
despir  seus olhos.
Vestir o intelecto oculto.
No Universo de seu ser...
Sem SER ou não SER.
ESTAR!
 
Sonho por Sonho,
ele sonha também.
Na tímida noite
chamada momento,
tormento de um querer.
 
Olhares furtivos vão mais além.
Ele observa seu jeito seguro...
Queria poder!
Olhares...
Despidos tocam-se na alma.
Sem SER ou não SER...
ESTAR!
 
Ela bebe a Coca-pobre.
Limpa a Boca-boba.
Joga com o Copo-corpo.
Vira a Cabeça-feita.
Desvia o Olhar-faminto.
 
Ele sentado...
Sedento ainda.
Observa seu jeito,
de mulher-humana.
Ela segura.
Segura ainda...
O copo que mataria sua sede.
Lança-lhe olhares sublimes.
 
Sublimes de Fome...
 
Ele encara esse mal
sem nada fazer.
Não pode!
Matar sua fome...
 
Então ele foge,
desvia o olhar
sedento...
Cansado da procura...
Encontra,
Encara... Apenas...
Queria SER...
Sem ESTAR.
 
Tal qual essa dama vestida
de Coca-pobre... Faminta.
Ele... Não pode!
 
 
 
Maria Inês Simões

Poema e formatação

Maria Inês Simões

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Romance In Cantina