Louco não perde o juízo,

perde o contato da realidade;

mas às vezes o juizo se esconde,

para que a criatura sinta

que há momentos de loucura

que valem tanto quanto

a maior sanidade.

 

Louco não perde a razão;

apenas deixa um pouco de lado,

a racionalidade que lhe cobram.

Deixa aflorar a emoção,

que de tão represada,

explode estranhamente,

aos olhos dos outros.

 

Louco não perde a fantasia;

reaviva seu melhor traje,

ostenta sua irreverência.

Para desespero daqueles

que nunca se concederam

alguns poucos instantes

de uma santa loucura.

 

Santos/SP

07/02/07

 

 

Guida Linhares

"LOUCO"...